ONCOVÍRUS: como os vírus causam câncer e geram novas terapias?
Objetivo de aprendizagem:Apresentar, de forma didática e atualizada, como os vírus oncogênicos humanos contribuem para o desenvolvimento do câncer, permitindo ao leitor compreender a estrutura, a replicação, a latência e os mecanismos de oncogênese dos principais oncovírus (HPV, HTLV-1, herpesvírus humanos, poliomavírus e vírus das hepatites B, C e D), bem como reconhecer as estratégias de diagnóstico, prevenção e tratamento associadas a essas infecções
Contexto Educacional:Material didático de apoio produzido para o Curso de Férias IOC 2026 (Edição Inverno), do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), que também pode ser usado em autoestudo, em disciplinas de graduação e pós-graduação e em ações de formação continuada e divulgação científica em saúde. Tem enfoque na realidade epidemiológica e nas políticas públicas do Brasil (SUS, INCA, Ministério da Saúde)
Público Alvo:Estudantes de graduação e pós-graduação, principalmente das áreas da saúde e biológicas (biomedicina, biologia, farmácia, enfermagem, medicina, entre outras), além de profissionais de saúde e pesquisadores interessados em virologia, oncologia e saúde pública
Tempo requerido para Aprendizagem:Estimativa de 30 a 40 horas de estudo, considerando a leitura integral dos seis capítulos e a revisão dos conceitos. Para leitura seletiva, cada capítulo pode ser estudado de forma independente em cerca de 4 a 6 horas
Os vírus oncogênicos estão associados a uma parcela significativa dos casos de câncer no mundo, sendo responsáveis por aproximadamente 12% de todos os diagnósticos globais. Dessa forma, representam um importante problema de saúde pública. Entre os principais vírus oncogênicos humanos destacam-se os herpesvírus humanos, representados pelo vírus Epstein-Barr (EBV) e pelo herpesvírus humano tipo 8 (HHV-8); os poliomavírus humanos, incluindo o poliomavírus de células de Merkel (MCPyV) A oncogênese viral é um processo complexo e multifatorial que envolve diferentes mecanismos biológicos. Entre eles, destaca-se a expressão de proteínas virais capazes de interferir em vias de sinalização celular, promovendo a ativação de oncogenes, a inativação de genes supressores tumorais e o estímulo à proliferação celular descontrolada. A evasão imunológica compromete a capacidade do sistema imune de reconhecer e eliminar células infectadas ou transformadas. As infecções virais persistentes também podem induzir inflamação crônica, resultando no aumento do dano ao DNA e regeneração tecidual constante, fatores que favorecem o acúmulo de mutações. Diante da relevância dos vírus oncogênicos para a saúde humana, compreender seus mecanismos de carcinogênese é fundamental para o entendimento da biologia do câncer, o desenvolvimento de estratégias diagnósticas mais eficazes e a identificação de novos alvos terapêuticos. Além disso, o conhecimento sobre as formas de prevenção, incluindo vacinação, diagnóstico precoce e controle das infecções virais, contribui para a redução da incidência de neoplasias associadas a esses agentes e para a melhoria dos indicadores de saúde pública
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